segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

O MUNDO DO RISO ETERNO




O MUNDO DO RISO ETERNO


Lá não havia tristezas, lamúrias ou feições duras, os habitantes viviam a bailar, cantar, cheirar as flores, amar e a degustar as iguarias deste paraíso de habitantes felizes, era pura igualdade para todos, isso era motivo de risos e mais risos. Quando nascia um novo ser a alegria era dobrada, quando este ser envelhecia e partia deste mundo para outro, emitiam  uma gargalhada que fazia todos que estavam ao seu lado rirem sem parar, depois desta gargalhada se transformava em uma luz branca com tons violetas e  sumiam de vez. E no seu leito uma flor lilás ficava no lugar, viva e perfumada.

Os parentes a pegavam e colocavam numa clareira na floresta onde viviam infinitas flores lilás,
ali nunca murchavam, viviam sempre alegres  e perfumadas, chamavam de paraíso do riso, pois
numa época do ano as flores emitiam um som de risos, gargalhadas, suspiros de felicidade,
nesse dia era chamado de dia da felicidade além do riso eterno.
Neste dia iam com suas melhores vestes, faziam doces, bolos, tortas salgadas e iam de romaria para a clareira, era o maior evento daquele planeta.
Esse evento estava bem próximo e muitos estavam rindo mais do que o normal, já sentiam o prazer enorme que tudo causava nesse dia especial.


Mas naquele ano houve um alinhamento das estrelas gigantes no céu, e algo inusitado aconteceu.
Um dos habitantes que se chamava Ploc estava esperando sua mulher ganhar uma filha, essa filha iria se chamar Plink, mas Plink nasceu diferente das outras crianças. Sua mulher estava radiante de felicidade, mas ao ver sua filha que nasceu branca como a neve, ficou pela primeira vez sem rir, no planeta do riso todos os seres tinham uma coloração cor de beterraba, era um roxo avermelhado, por isso foi o seu espanto e tristeza.

Ploc estava com a festa pronta em sua casa, seus parentes e amigos em peso estavam comendo e bebendo no jardim da bela casa a espera para ver sua filha.
A mulher de Ploc, dona Planck, logo se conformou, pois como as outras crianças o primeiro som que sua filhinha emitiu fui um gemidinho de sorriso e uma nuvenzinha lilás saiu de sua boquinha, essa era a deixa que sua mãe precisava ver para sentir que sua filha era uma criança normal, pois essa era a cor da essência de cada ser naquele planeta, era como fosse à boa alma de cada um.

Ela se levantou da sua cama e a banhou e, vestiu do tecido mais raro e belo que os bebês usavam e o levou para seu marido e os convidados da festa.
Ao entrar com a criança no todos quando a viram ficaram calados, mais quando a criança bocejou e emitiu a fumacinha lilás e, todos riram muito e bateram suas taças de vinho de uva sem álcool. Naquele mundo não havia vícios ou substâncias que causavam euforia, anestésicos ou uma alegria forçada, afinal todos eram felizes.

Após esse nascimento inédito e incomum outras crianças foram nascendo de outras cores, mas todas elas com a mesma essência boa, isso causou uma diferença e quebrou até certa igualdade e monotonia que existia no planeta do riso.

Ás vezes os anciãos se reuniam junto às crianças mais velhas e contavam que existia um planeta que era um terror de desigualdade e preconceitos, de pessoas que se achavam lindos por fora, mas era sem cores e brilho por dentro. Essa era a única vez que as crianças escutavam essa lenda e ficavam sem rir, somente suspiravam levemente, mas depois dessa barbaridade contada, se ponham a rir com outras histórias de planetas mais elevados em sua essência.
E assim chegou o dia da grande festa, todos se deslocaram para a floresta e estenderam suas toalhas e colocaram suas comidas e bebidas, assim presenciaram o grande espetáculo de gargalhadas das flores, relembrando de seus entes queridos que viveram em seus corações e mentes.










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