terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

O ÍNDIO E PACO NO DIA DE FINADOS


 
Era véspera de feriado de finados, mas como Paco vivia no mundo da lua, nem sabia ao certo, sendo assim se preparou todo naquela sexta feira quente e foi para a sua noitada.
Depois de se locomover de ônibus, trem e metro, chegando a seu destino, como de costume pediu uma cerveja, depois duas, três. Foi a  pista e dançou e cantou feito um maluco, quase sempre era assim, nem flertar flertava alguém.
Aquela noite na parte superior teve uma apresentação de uma cantora de música popular brasileira e Paco como curtia muito mpb, deixou a pista de dança e no segundo ambiente sentou e ficou , bebeu mais um pouquinho e lá cantou e se alegrou mais e mais.
Um rapaz meio que já embriagado também, puxou conversa e ficaram horas fumando e bebendo, dali pouco se aproveitou da conversa, o tempo passou o dia clareou e Paco agitado retornou pra sua casa. Nesta volta algo surreal aconteceu, Paco era uma pessoa até que respeitava as datas e religiões, mas ele não sabia da data que era, pois este respeitava em não beber, fornicar entre outras coisas mais em certos feriados.
Na estação de trem procurou um sanitário e lá aconteceu algo que Paco nunca esperava, ao entrar um individuo estava no mictório, Paco meio que embriagado urinou como nunca, nisso ele sente algo e olha para trás, ele vê umas bolinhas verdes, amarelas, vermelhas, azuis entre outras se movendo extremamente rápidas, nisso o homem que estava ao lado sai meio que me disparada. Quando menos espera um homem alto e forte de cor avermelhada, fica ai seu lado. Paco calado sai do sanitário e o grande homem o segue ali no corredor travam uma conversa informal. Entre apresentações e histórias banais, onde uma delas era que o grande homem era de descendência indígena, sua pele de fato era avermelhada e o cabelo preto, bem preto e escorridos, onde demonstravam  claramente sua etnia.No banco da frente havia um jovem senhor de uns 35 anos sentado na frente de Paco e do índio, ele olhava para Paco e depois ao lado do assento, e fazia uma feição de espanto, como pensasse , com quem ele está falando? Nisso Paco começa a observar algumas coisas diferentes naquele grande homem avermelhado, que eram suas pupilas e nas bochechas parecia ter uma tinta avermelhada como uma maquiagem indígena mesmo. O índio se despede e desce na próxima estação, Paco se vira pra janela e acena para ele, mas não viu mais nada.
Paco chega a sua casa e se banha, e cai na cama e tem o sono dos justos, quando acorda a tardinha, foi tomar seu café e vê sua mãe na cozinha ele sente que o dia estava diferente, sendo assim ele descobre através da sua mãe que era dia de finados, pois ela iria visitar um ente querido no cemitério, aí que Paco atinou, veio o olhar do índio em sua mente, o olhar do alemão com feição de espanto, as luzes coloridas no sanitário, que nada mais era que a materialização do personagem indígena. Sendo assim nos próximos anos de finados Paco se atentou quando era dia de finados e  nunca mais saiu para boêmias e a  esbórnia.




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