quinta-feira, 11 de julho de 2013

O GATO ROMEU





O GATO ROMEU

Romeu chegou num sábado alegre e de folga de trabalho de todos, Valdo o retirou de um porão velho da casa de uma velha amiga e o levou pra onde morava, o cantinho do céu, como ele mesmo tinha apelidado o local.
Quando chegou todo feliz em casa, seu amigo Marcus estava esparramado no sofá vendo um filme e tomando umas cervejas, Valdo com o gatinho mirim que mais parecia uma bolinha de novelo de lã branco o apresentou a Marcus. Era engraçadinho, porém seus olhos eram vermelhos como de certa raça de lebres, Marcus estranhou, ele não gostava muito de gatos, era nojento em relação a seus excrementos, principalmente com os odores fortes que são causados pela urina.
Valdo disse - Trouxe uma mascote pra casa, olha só. Marcus olhou com desdém e pensou, hum... Isso não vai dar certo, pois ele sabia que o amigo não iria cuidar do pobre gatinho, pois era bem desligado com o mundo a sua volta.
Pegaram uma caixa de papelão para colocar o gato, Valdo não se manifestou em comprar areia, tigela de comida e a própria comida, de inicio quem colocou uma tigelinha de leite foi Marcus,,depois continuou a assistir o filme enquanto isso o amigo foi ao seu quarto se trocar.
O gatinho miava sem parar, era um miado agudo e doíam os ouvidos de Marcus e até tirava sua concentração em assistir o filme, então deu um pause no vídeo e foi até onde estava o gato. Olhou para aquele pequeno ser e o retirou da caixa de papelão, pensou que podia fazer a bola de pelo branco parar de miar se o deixasse solto, mas o gato não parava, então foi e colocou-o na caixa de novo, porém quando o levantou, Marcus viu uma pulga enorme correndo embaixo do corpinho do bichano. Esse deu um grito de espanto e nojo. Gritou pelo amigo que estava no quarto, Marcus disse para ele resolver o caso dando um banho no bichano, mas como maioria dos baianos, ele disse um já vai... E esse já vai ficou horas.
O sábado estava quente de lua cheia, Marcus aborrecido pensou que não haveria problema nenhum em dar um banho morno no gatinho, então ligou o chuveiro colocou uma bacia grande de mais ou menos oitenta centímetros de circunferência, a bacia parecia maior pelo fato do gato caber na palma da mão.
A água estava morna, mas ele deixou ainda o chuveirinho ligado, o gatinho não se opôs a banha-lo, Marcus via as pulgas caindo uma a uma na bacia, ele imaginava uma ou três pulgas, mas não era nada disso, a bacia foi tomada por toda superfície de pulgas, fora as que estavam já no piso. As costas do gatinho estavam toda manchada de vermelho, Marcus como tinha o estômago fraco,
 gritou dizendo ao amigo que o gato estava cheio de sangue e que não ia mais banha- ló, era para Valdo terminar,assim foi feito.
O gato depois de ter sido retirado todas as pulgas, foi devidamente seco, o colocaram livre na sala, Marcus ficou  observando o gatinho que balançava a cabeça de um lado para o outro, diferente do seus miados de dores devido a sucessão de picadas que devia receber das pulgas, sua feição era de alivio e alegria, parecia que estava cantando em silêncio, Marcus sentiu um sentimento de amor e extinto de proteção pelo pequeno de imediato. Marcus e Valdo logo de manhã pularam de suas respectivas camas, a primeira coisa que Marcus fez foi olhar já o gato, que batizaram de Romeu, quando Marcus viu os olhinhos do pequeno Romeu ficou mais encantado com o bichano, os olhos eram de um azul intenso e brilhante, diferente dos olhos vampiresco que viu a noite.Foi então comprar o que precisava para o novo membro da casa.Quando chegou em casa Marcus colocou a areia no recipiente, a comida de gatinho bebê na tigela, pegou Romeu e o levou até a areia, a primeira coisa que fez foi cheirar e desaguar seu xixi , Marcus ficou feliz por isso, pois sabia que iria sempre usá-la quando precisasse.
O tempo passou e Romeu se transformou num lindo gato cor bege claro com manchas escuras, tinha um olhar altivo, era companheiro e amigo. Era da mesma raça e até parecia ele mesmo o modelo da capa de comida para gato da marca Wiskas.

Às vezes,Marcus deitado no sofá gritava Romeu!Romeu... E ouvia o barulho no telhado do belo gato correndo e de repente um salto e o barulho dele entrando pela fresta da porta da cozinha, Romeu se acomodava ao seu lado como fosse da família...
Assim surgiu essa grande amizade de respeito e amor.


ROMEU BEBÊ







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